quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Camarada Slavinsk

Meu nome é Camarada Slavinsk, quer dizer, minha mãe me chama de João Inácio, mas meus companheiros de Slavinsk. Eu tenho 22 anos e sou formado em filosofia pela universidade particular da minha cidade e também sou grande membro do Partido Comunista, onde já fui cabo eleitoral de 3 candidatos diferentes e acenei a bandeira do partido em duas passeatas.  Tá que nenhum dos candidatos em que apoiei venceram, alias teve um que nem eu mesmo votei nele pois acabei me confundido com os números e as fotos na hora de votar, e também as passeatas que balancei a bandeira tinham apenas 9 manifestantes segundo a policia militar e 50 segundo o próprio partido. Era para eu ter ido a outra, mas tive um almoço da agencia publicitária do meu pai. Meus pais já pediram algumas muitas vezes para que eu me mudasse para outra casa, mas NÃO. O que faço na casa dele é tipo uma divisão da propriedade, quase um acampamento do MST, pois, afinal antes de eu morar alias, aquele espaço ficava ocioso como um deposito de sapatos.
Mas queridos companheiros, não vim aqui para falar de minha vida privada. Venho aqui para falar um pouco da minha história de luta pela causa Marxista. Eu  estudava em um colégio católico muito tradicional de minha cidade e um dia em uma de minha raras idas a biblioteca do meu colégio achei um livro esquecido em uma mesa.  Tinha uma capa preta tenebrosa e alguns escritos em vermelho, ainda não havia lido o título do livro direito, mas tinha quase certeza que o livro tratava-se de zumbis e acabei o roubando. Alegre e satisfeito com meu roubo, ao chegar em minha casa abri a mochila para ver melhor o livro. E em sua capa estava escrito: ‘’O Manifesto Comunista’’ e uma foto de homens barbados também enfeitavam a capa soturna. Me lembrei sobre o que meu pai falava sobre os comunistas, que eles eram comedores de criancinhas, isso me incentivou muito a ler o livro. Quando comecei a ler vi que não era muito bem o que eu pensava, mas continuei lendo esperando que alguma horas surgiria algum zumbi comedor de criancinhas.
Confesso que foi um pouco frustrante não ter encontrado os mortos vivos que eu procurava, mas a parte que falava sobre uma ‘’revolta armada’’ já havia matado a minha sede de sangue. Mas muito mais do que isso aprendi a ver as coisas de uma maneira diferente. Joguei todas as minhas camisas que não eram vermelha no lixo, ficando apenas com 5 peças que eu trouxera de uma visita a Disney. Encima das gravuras das camisas desenhei o símbolo comunista e resolvi deixar meus fios de barba crescerem. E fui para escola, claro que não pude usar as camisas por cima do meu uniforme , mas lá estavam elas.
Passei a proferir sobre a revolução comunista e incentivar manifestações para aumentar o horário do recreio e acabar com a aula de ensino religioso, tá que nenhuma deu muito certo. Em um filme sobre comunistas vi que deveria alterar o meu nome e então para defende a nação brasileira dos monstros capitalistas assumi o nome de – Camarada Slavinsk-.Me filiei a meu partido comunista e prestei para filosofia. Eu demorei 6 anos para finalizar meus curso pois sempre reprovava em filósofos como: Nietzsche, Kant, Weber, Schopenhauer e São Agostinho. Agora vou tentar meu mestrado em Aplicações Marxistas dentro do seu Quarto com seu Computador. Ainda não comecei a escrever mas eu tenho certeza que será algo muito bom.
Muitos camaradas me criticam devido a minha família ser rica, mas sempre falo para eles que eu renego o dinheiro dele, recebendo apenas minha mesada e ainda eu doou 50% dela para o partido. Com esse argumento muitos se calam. No próximo ano quero me candidatar ao ilustre cargo de vereador. Meu pai disse que cuida de todas as propagandas e patrocina minha candidatura com o próprio dinheiro se eu sair de casa. Se ganhar vou poder fazer muito para minha cidade, tipo willes grátis para todos. Para que assim casa um possa ajudar na revolta comunista virtual. Meu lema será: Teclados apostos!
Até me imagino iniciando um nova grande revolução. Todos sentados em suas cadeiras cultivando longas artroses e artrites pelo ideal comunista. O sacrifício faz parte da luta. Vamos banir o ‘’.COM’’, que é um grande símbolo da operação capitalista norte américa. E assim tudo vai virar apenas ‘’.BR’’:
Meu pai disse que para conseguir o cargo terei de largar a maconha. Disse que não é tão bom para minha imagem.  Eu tentei argumentar contra o meu pai, falando como grandes ícones comunistas haviam fumado maconha. Vocês já viram aquela tradicional foto do grande camarada Che? Nada me tira da cabeça que ele estava doidao. Infelizmente meu pai também conhece a doutrina vermelha e que ela não é a favor do usa da erva.
Quis pensar em algo como unir o comunismo a doutrina religiosa rastafári, mas também foi falha. Maldito Marx que disse que é a religião seria o ópio do povo. Será que eu poderia então usar ópio? Se bem que isso não seria nem um pouco nacionalista. Realmente terei de fazer esse sacrifício pela grande causa Comunista. 

O Mundo de Alf

Meu nome é Alf, na verdade é Alfred mas eu nao gosto muito desse nome. É um maldito nome de um garçom. Preferia chamar Salin, acho que um toque de judeu atrairia mais as mulheres e assim não seria um solteiro. Se eu tivesse uma mulher economizaria muito dinheiro, ia parar de comprar revistas pornôs e os meus DVDs de lésbicas., e também evitaria o constrangimento de ir para a banca com 33 anos para comprar algo para se masturbar. Acho que o cara da banca perto aqui de casa acha que eu sou um maldito ‘’punheteiro’’ tarado. Não que eu não seja.
Mas assim sou eu. Um típico morador de cidade grande da  pós modernidade. Estudei em uma escola média na infância, sofria bullying por causa de meu cabelo. Era chamado de cabelo de macarrão. Esse apelido me seguiu durante todo o meu ensino fundamental. Mas meu apelido não era apenas “Cabelo de Macarrão”, os mais íntimos me chamavam de maçarão. Usava um óculos fundo de garrafa e era meio o esquisito da sala. Mas mesmo com tal aparência consegui sobreviver a maldade natural já descrita por Freud quem tem as crianças em alguns dos seus livros que eu nunca li.
            O pior foi meu ensino médio tendo eu apenas  aquela inteligência comum (pequena), e sendo motivo de chacota de toda uma sala. Eu não sei direito o que Wood Alen é mas sei que os mais nerds e gays da sala diziam que eu era igual a ele. Mas digo que sobrevivi a essa vidinha. Consegui fazer tudo que se deve-se fazer nessa idade : comi um prostituta (mesmo com um penes médio), namorei uma menina durante 1 mês e meia até a ela cansar de mim e passei em uma universidadizinha  meia boca em minha cidade natal.
            Ah... Tempos como universitário, foi a melhor época da minha vida. Pena que eu escolhi por apenas beber e depois de bombar em muitas matérias meu pai parou de pagar minha universidade. Como meu pai ficou me chamando me enchendo o saco durante muito tempo , me chamando de vagabundo fui trabalhar em uma loja de cassados. Entrava no Shopping Center sempre às 7 e meia da manha e saia às 21 horas.
            Não posso reclamar muito dessa época da minha vida. Nos horários do almoço eu sempre comia dentro do shopping e eu sempre comia na famosa praça de alimentação. Eu aproveitava a variedade da praça e sempre variava no tipo de comido. Posso falar que hoje conheço muito sobre a comida européia e da America Central, muitas vezes uso essa frase para tentar pegar mulheres. Ainda não está dando certo mais continuo persistindo com minha resiliencia de ex-motivo de chacota.
            Alem do meu turismo gastronômico dos horários de almoço eu também aproveitava  o meu contato com os pés das minhas clientes para me masturbar no final do expediente. Antes desse trabalho, não tinha tanto esse fetiche. Mas, creio que o extremo contato passou a aumentar o meu prazer por esses serzinho de cinco dedos. Nossa vou até me masturbar.....Voltei.
            Onde eu estava mesmo? Ah, claro quando trabalhei no shopping. Mas esse foi apenas meu primeiro trabalho. Fui demitido dele quando fui pego lambendo a sola de alguns tênis do estoque da loja. Mas de qualquer forma consegui uma boa carta de recomendação o que me levou a meu outro emprego.  E é ele que me deixou aqui nessa prisão que agora estou. Com toda essa gente aqui fora da cela protestando por minha libertação, quem diria que o Alf que ninguém conhecia virou- Alf o símbolo de libertação cultural-.
            Acho que com esse último parágrafo causou muitas dúvidas nas cabeças de todos vocês que se proporam a ler esse textinho. Mas se acalmem que com o tempo tudo vai se esclarecer e vocês vão entender como vivemos em uma sociedade hipócrita. Acho que com o capítulo passado eu já consegui me apresentar de uma vez a todos vocês, então passemos a história de fato.
            Depois do incidente da loja de sapatos, voltei a minha tarefa de: ‘’ procurador de empregos que aceitem um ser sem nada de especial como eu”. É sempre muito engraçado ler os classificados dos jornais matinais. Sempre quando eu iniciava a ler-los, eu tentava ir diretamente para os anúncios de empregos, mas eu sempre dava uma passada por aqueles das prostitutas. Eu sempre tive vontade de ligar para alguma para satisfazer aqueles meus desejos mais íntimos. Talvez se tivesse feito isso antes não teria lambidos os sapatos da maneira que eu fiz na loja de calçados. Se não fosse minha maldita fé cristã, já teria feitos isso. Mas algum momento eu sempre voltava para a procura real de um emprego.
            Sempre eu com minha caneta como a ponta de uma flecha ia circulando aqueles anúncios que me interessavam. Normalmente eu circulava cerca de cinco oportunidades de empregos diferente, que iam de jardineiro à vendedor de livros que eu nunca li. E todos os dias eu pegava o jornal colocava-o debaixo de meu braço e ia de porta em porta a procura de emprego. Mas todos diziam não, a única coisa que variava na fala dos donos da empresa era a desculpa.
             Eu até cheguei a trabalhar durante uma semana como “operador de telemarketing”, não é nada de status e nem de alto nível, mas já é algo bom para um lambedor de sapatos como eu. O problema é que eu sou um pouco emotivo. Quando as pessoas contavam-me os seus problemas via telefone eu tinha o péssimo habito de chorar. Essa minha estranha mania me custou meu emprego e uma nota preta em um analista.
            Mas deixando Freud de lado e todos os meus complexos de infância, chegamos ao ponto crucial da história – onde eu finalmente consigo meu emprego-. Eu o achei a partir de um anuncio que dizia: Precisa-se de faz tudo que não seja religioso. Naquele momento eu joguei um crucifixo de plástico que eu havia roubado de um jarro de uma igreja na tentativa de pegar biscoitos. Quando cheguei no endereço indicado no jornal fiquei assustado. Era uma casinha no centro da cidade, com a porta empenada e grafites de péssimo gosto artístico. Entrando lá comecei a ouvir aquela sinfonia caótica de choro de bebes orquestrada por uma baba histérica. Que veio correndo em minha direção e perguntou: O que você está fazendo aqui?. Eu respondi que estava atrás do emprego. Ela em um suspiro de felicidade me entregou seu crachá e disse: O emprego é seu! E seio correndo em direção a rua.
            Logo depois disso, dois tipo apareceram por uma porta que havia na direita. Eles pareciam dois capangas de mafioso, daqueles iguais aos de Hollywood. Eles tinham tanta cara de mau que ao adentrarem na sala até os bebes se calaram. Um dele retirou o cigarro da boca, abaixou os seus óculos escuros, e com uma voz tenebrosa me perguntou gentilmente: O que é que você tá fazendo aqui seu maluco? Eu respondi, firmimente porem já quase me urinando todo: Eeeu vi vim a rererespeito do empreprego. O outro tipo disse então considere-se contratado. Eu respondi muito surpreso: Mas já, não tem teste? Ai que eles me falaram que o teste era saber ler os classificados sem ficar apenas na seção das prostitutas.
            Logo depois, eles me levaram para uma sala pequena para pegar todos os meus dados pessoais. Me disseram que o trabalho era meio secreto, por isso eu não podia contar para ninguém sobre ele. Depois de todo o processo burocrático eles me explicaram melhor qual seria o meu trabalho. Fiquei muito espantado quando ele disse que nos vendíamos crianças. Eu perguntei se isso não era uma atividade ilegal, mas ele me explicou que era uma questão religiosa, pois eles eram todos Yamjjoks. Achei aquilo tudo muito estranho, mas não queria ser deseducado sobre a religião dos dois rapazes e também estava realmente precisando dos três mil mangos por mês. O senhor de óculos me disse que minha função seria cuidar dos bebes e atender os clientes, ele também me disse que iria precisar usar uma túnica branca. Logo em seguida ele me passou a tabela dos preços dos bebes, achei a tal tabela muito engraçada, os preços sempre variavam por um critério de cores, quanto mais branco o bebe era mais caro. Na hora eu pensei que os tais Yamjjoks meio que veneravam os albinos ou coisa do tipo.
             E posso lhes assegurar que fui um funcionário exemplar nesses cinco meses que trabalhei nesse estabelecimento. E como eu era o único funcionário da empresa acabei sendo funcionário do mês cinco vezes consecutivas, a única coisa que me incomodava era a minha foto ridícula exposta na parede.  Mas como toda alegria tem um fim, um dia quando eu estava entrando na loja fui surpreendido por vinte policias federais e mais quatro membros do conselho tutelar. Me disseram que eu estava preso pelo crime de contrabando de menores. Tentei explicar sobre os Yamjjoks, mas pelo jeito eles não eram tão religiosos.
            Fui levado para a delegacia na porta malas de um camburão. Ao chegar lá vi que uma série de repórteres dos mais diversos jornais já estavam a minha espera. Quando fui abordado por eles passei a explicar sobre os Yamjjoks, e como eles acham importante a doação do ser humano por inteiro, sendo assim ele realmente da a sua própria cria para outra pessoa, também disse sobre a veneração pelos albinos e sobre os trajes utilizados. Um pouco mais tarde fui apresentado a minha humilde cela no nono distrito.
            No outro dia de manha fui acordado por uma multidão por grande parte composta com albinos, todos trajados com uma túnica branca, clamando por minha liberdade. Em todos os noticiários do mundo estou sendo comparado com Nelson Mandela. Já me disseram que a ONU também está fazendo uma grande pressão para que eu seja liberto e ameaça boicote se isso não for feito. Hoje sou: Alf o grande Yamjjok.

A Melancolia de Adam

Eu sou o Adam, Adam Pereira. Eu não sei o que deu em meus pais para colocar um nome inglês acompanhando um sobrenome tão brasileiro. Melhor seria meu pai tivesse inventado mais internacional, como: Smith, Jhonson, Tennyson. Em fim, prefiro que me chamem de Pereira.  Tá que esse nome não é tão charmoso com Adam, mas eu também não sou nenhum ‘’Lord’’.
            Sou apenas um trabalhador de uma loja de armarinhos. Me lembro perfeitamente do dia em que fui admitido. Eu era jovem, tinha apenas 25 anos, minha mãe estava cansada de ter um filho que só ficava parado na mesma posição no sofá, por alguns meses tentei sentar diferente, um pouco mais no canto, mas não adiantou em nada. Ela avida me dito: ‘’ Seu vagabundo, sai já da minha casa e só me volte com um emprego’’.  Com essas palavras encorajadoras, sai nas ruas do centro a busca de um emprego.  Depois de algumas portas na cara cheguei a loja de armarinho. Quem me entenderá era dona Dodó, uma travesti de 57 anos que fumava um Malboro vermelho. Falei a ela ou ele que estava querendo entrar na loja. E ela ou ele me encaminhará para uma sala para entrevista.
Tenho que admitir que achei que teria de fazer algo sexual  em troca a pleiteada vaga. Cheguei até a desabotoar minha calça djins. Mas, quando ..... Dodó entrará na sala eu percebi que não iria rolar nada, não sei se fiquei triste ou feliz, pois, afinal eu era virgem e seria um bom momento para tirar isso do meu currículo de vida. Ela me perguntou:  ‘’O que você sabe sobre loja de armarinhos’’. Eu disse que nunca havia trabalhado com mobílias, ela riu e me contratou pelo senso de humor. Só depois de 3 meses no local eu fui intender a piada.
Na loja Dodó, me obrigava a falar sempre com um sotaque francês para que as pessoas pensassem que os produtos eram europeus e não do Paraguai. E assim fiquei fazendo durante 10 longos anos. Chegava todos os dias com a boca cansada de fazer tanto bico e nunca mais comera suant e pão francês. Dodó já estava bem velha e pensará em contratar uma  funcionária para trabalhar na loja.
Depois de uma semana de seleção ela contratará Anna. Uma menina linda, porém vesga. Eu achei que por ela ser vesga eu poderia ter uma chance com ela. Eu não era muito habilidoso com as mulheres, não era mais virgem como quando entrei. Já havia transado com 5 prostitutas que transam em troca de dinheiro para crack, para não me sentir tão mal eu sempre me enganava pensando que o dinheiro ia para alguma igreja. Eu escolhi minha voz mais galante e tentando disfarçar a ereção eu disse: ’’Posso te apresentar a loja?’’. E ela gentilmente me mandou eu tomar no cu, apenas com o olhar, era uma mulher genial.
Com ela lá eu tinha 3 ejaculações diárias, o meu pau chagava doer de tanto ficar excitado. Tinha que fazer, algo. Resolvi chama-la para comer uma pizza, mas antes de falar com ela ouvi ela dizer à um cliente: ‘’Vocêuuu gostouuu dessa linhê’’, tive uma ejaculação e fui trocar minha cueca. No outro dia eu  mandei um bilhete, com o convite para a pizza, onde a frase eu pago estava em caixa alta e sublinhada, ela disse que iria.
Entao nos encontramos na pizzaria do chinês, eu pedi uma calabresa grande, e um vinho para embebeda-la. Mas como as garrafas de vinhos bons eram muito caras, pedi que o garçom coloca-se o pior vinho em uma garrafa de algum vinho português. Quando ele trouce a garrafa do vinho do porto, ele deu uma leve checada na carta de vinhos e cruzou as pernas. Bebi apenas um cálice de vinho com misturado com água e ela a garrafa toda.
No final da noite, ela estava bêbada de dar dó e de dar outras coisas também.  Já havia me contado diversas histórias sobre sua infância e de como se masturbava assistindo senas de beijos na novela das oito. Não foi difícil de sair dali para um motel barato muitas vezes frequentado por putas do centro, eu só rezava para que nenhuma me reconhecesse.  Levei-a para o quarto numero sete e fizemos um sexo animal, que interrompera depois de minha ejaculação e de seu vomito.  Dei um banho nela para limpar o vomito e depois limpei também minhas pernas com o mesmo objetivo, deixei ela em casa e fui dormir na morada de minha mãe.
            O problema veio 3 meses depois, quando ela me disse que não menstruava e estava com enjoos. No fim do expediente fui a uma farmácia comprar aqueles testes de gravides por urina, e o dela deu negativo. O problema veio quando em uma brincadeira tentei fazer o tal teste comigo e o meu deu positivo, então marquei um médico para checa-la corretamente.  As 16:40h estávamos lá, esperando na recepção para ser atendido pelo Doutor Pedro Corpevitti, tá ai um nome que eu gostaria de ter. Quando o relógio marcava 18:20h, a recepcionista chamou, Adam e Virginia, com uma voz irritantemente anasalada.
            Entramos naquele consultório.  O médio era do tipo bem nojento, com a barba amarelada pelo cigarro e com alguns pequenos focos de baba pelos cantos de sua boca. Ele pouco falou com agente, apenas nos passou alguns papeis para fazermos alguns exames. Ao sair da sala eu disse delicadamente a Virginia: ‘’Você já pensou em aborto?’’. Em seguida eu levei um tapa enorme em minha cara. Porque é que homem nunca pode dar opinião quando o assunto é aborto sendo que o filho será dos dois? Enfim, já estava tarde. Fui para casa.
            Tive que pegar o carro 98 da minha mãe para levar Vivi (nome carinhoso que eu dera para Vivian) aos locais onde ela faria seus exames. Comecei a repara em seus defeitos pequenos, como seu buço, alguns pelos que ela teria sobressalente na sobrancelha e como ela realmente era vesga.  Passamos todo o sábado naquela sala branca lendo revistas de 3 anos atrás. E agora só nos restava esperar, na terça poderíamos buscar os exames, que poderiam anteceder um atestado de óbito.
            Na segunda, pouco falei com Vivi, estávamos ambos nitidamente tensos. Ela até possuía grandes olheiras, resultado de um soco da consciência. Chegou o dia, na hora do almoço peguei o ônibus 171 e depois de muitas espera pode ter os exames. Não tive coragem de abri-los sozinho, achei melhor esperar por Vivian. Cheguei na loja e a vi, sentada em um tamborete roendo suas unhas, ao me ver ela rapidamente roubou o exame da minha mão
Ela abriu e abaixou a cabeça dizendo: é eu não tenho AIDIS mas ainda sim estou gravida. Entrei em grande desespero, eu seria em pouco meses pais. EU? Eu não tinha nada como poderia ser pai se alguma criança. E ela realmente achou que poderia ter AIDS? Ela disse ser muito católica e que eu teria que me casar com ela, nunca vi alguém tão religiosa e tão boa de cama.
Quando dei essa notícia para minha mãe, ela também disse que eu me deveria casar com a mossa. E depois de uma visita do pai de Vivi e de sua simpática 22, aceitei me casar com ela.  Deixei que minha mãe e Virginia cuidassem dos detalhes da festa, festa que eu falei ser desnecessária. Meu pai muito orgulhoso meu deu sou terno de casamento. Eu não achei emocionante, pois era dois números acima do meu, muito empoeirado e já meio rasgado, mas economizei alguns reais aceitando esse regalo.
Dois meses e sete brigas depois, chegou o grande dia do casamento. Me dirigi com o carro 98 para uma igrejinha pequena no centro da cidade. Infelizmente nossa renda não fora suficiente para pagar o padre e acabamos chamando um pai de santo amigo de uma prima de Virginia. Fiquei lá, ao lado do altar esperando minha futura esposa e tentando conter a vontade de fugir. Todos estavam suando feito porcos, afinal era verão  e os dois ventiladores da igreja estavam emperrados e o teto de Brasilit preta não ajudavam nem um pouco.
Mas então finalmente ela entrou. Com o vestido que havia alugado por R$237,00. Depois de muitas palavras cobre: Ogum, Exu, Oxóssi e outras entidades, lemos nossos votos e nos beijamos. Depois, teve início a festa. Estava tocando a pior música brega do momento e tínhamos: Vinho barato, cerveja morna e a pior vodca nacional imaginável. Todos bebemos e ficamos totalmente bêbados até alguns adolescentes de 15 e 16 anos saíram do recinto chapados.
Fomos para um motel, onde não fizemos nada por estarmos muito alcoolizados. No outro dias fomos para um termas Hotel localizado em uma cidadezinha do interior do estado, onde passamos a nossa lua de mel de 3 dias. Passei a morar em um barracão situada na casa da mãe de Vivi. O bebe que fora o motivo do casamento morrerá no sexto mês de gestação – Porém depois de 2 anos e meio, tivemos um filho. Resultado de uma noite regada a muita cerveja barata . Dei ao menino o nome de Pedro Corpevitti Silva Pereira, na intenção que ele fosse algo melhor que eu da vida. Mas pelas notas do moleque acho que o ciclo vai continuar.