Meu nome é Alf, na verdade é Alfred mas eu nao gosto muito desse nome. É um maldito nome de um garçom. Preferia chamar Salin, acho que um toque de judeu atrairia mais as mulheres e assim não seria um solteiro. Se eu tivesse uma mulher economizaria muito dinheiro, ia parar de comprar revistas pornôs e os meus DVDs de lésbicas., e também evitaria o constrangimento de ir para a banca com 33 anos para comprar algo para se masturbar. Acho que o cara da banca perto aqui de casa acha que eu sou um maldito ‘’punheteiro’’ tarado. Não que eu não seja.
Mas assim sou eu. Um típico morador de cidade grande da pós modernidade. Estudei em uma escola média na infância, sofria bullying por causa de meu cabelo. Era chamado de cabelo de macarrão. Esse apelido me seguiu durante todo o meu ensino fundamental. Mas meu apelido não era apenas “Cabelo de Macarrão”, os mais íntimos me chamavam de maçarão. Usava um óculos fundo de garrafa e era meio o esquisito da sala. Mas mesmo com tal aparência consegui sobreviver a maldade natural já descrita por Freud quem tem as crianças em alguns dos seus livros que eu nunca li.
O pior foi meu ensino médio tendo eu apenas aquela inteligência comum (pequena), e sendo motivo de chacota de toda uma sala. Eu não sei direito o que Wood Alen é mas sei que os mais nerds e gays da sala diziam que eu era igual a ele. Mas digo que sobrevivi a essa vidinha. Consegui fazer tudo que se deve-se fazer nessa idade : comi um prostituta (mesmo com um penes médio), namorei uma menina durante 1 mês e meia até a ela cansar de mim e passei em uma universidadizinha meia boca em minha cidade natal.
Ah... Tempos como universitário, foi a melhor época da minha vida. Pena que eu escolhi por apenas beber e depois de bombar em muitas matérias meu pai parou de pagar minha universidade. Como meu pai ficou me chamando me enchendo o saco durante muito tempo , me chamando de vagabundo fui trabalhar em uma loja de cassados. Entrava no Shopping Center sempre às 7 e meia da manha e saia às 21 horas.
Não posso reclamar muito dessa época da minha vida. Nos horários do almoço eu sempre comia dentro do shopping e eu sempre comia na famosa praça de alimentação. Eu aproveitava a variedade da praça e sempre variava no tipo de comido. Posso falar que hoje conheço muito sobre a comida européia e da America Central, muitas vezes uso essa frase para tentar pegar mulheres. Ainda não está dando certo mais continuo persistindo com minha resiliencia de ex-motivo de chacota.
Alem do meu turismo gastronômico dos horários de almoço eu também aproveitava o meu contato com os pés das minhas clientes para me masturbar no final do expediente. Antes desse trabalho, não tinha tanto esse fetiche. Mas, creio que o extremo contato passou a aumentar o meu prazer por esses serzinho de cinco dedos. Nossa vou até me masturbar.....Voltei.
Onde eu estava mesmo? Ah, claro quando trabalhei no shopping. Mas esse foi apenas meu primeiro trabalho. Fui demitido dele quando fui pego lambendo a sola de alguns tênis do estoque da loja. Mas de qualquer forma consegui uma boa carta de recomendação o que me levou a meu outro emprego. E é ele que me deixou aqui nessa prisão que agora estou. Com toda essa gente aqui fora da cela protestando por minha libertação, quem diria que o Alf que ninguém conhecia virou- Alf o símbolo de libertação cultural-.
Acho que com esse último parágrafo causou muitas dúvidas nas cabeças de todos vocês que se proporam a ler esse textinho. Mas se acalmem que com o tempo tudo vai se esclarecer e vocês vão entender como vivemos em uma sociedade hipócrita. Acho que com o capítulo passado eu já consegui me apresentar de uma vez a todos vocês, então passemos a história de fato.
Depois do incidente da loja de sapatos, voltei a minha tarefa de: ‘’ procurador de empregos que aceitem um ser sem nada de especial como eu”. É sempre muito engraçado ler os classificados dos jornais matinais. Sempre quando eu iniciava a ler-los, eu tentava ir diretamente para os anúncios de empregos, mas eu sempre dava uma passada por aqueles das prostitutas. Eu sempre tive vontade de ligar para alguma para satisfazer aqueles meus desejos mais íntimos. Talvez se tivesse feito isso antes não teria lambidos os sapatos da maneira que eu fiz na loja de calçados. Se não fosse minha maldita fé cristã, já teria feitos isso. Mas algum momento eu sempre voltava para a procura real de um emprego.
Sempre eu com minha caneta como a ponta de uma flecha ia circulando aqueles anúncios que me interessavam. Normalmente eu circulava cerca de cinco oportunidades de empregos diferente, que iam de jardineiro à vendedor de livros que eu nunca li. E todos os dias eu pegava o jornal colocava-o debaixo de meu braço e ia de porta em porta a procura de emprego. Mas todos diziam não, a única coisa que variava na fala dos donos da empresa era a desculpa.
Eu até cheguei a trabalhar durante uma semana como “operador de telemarketing”, não é nada de status e nem de alto nível, mas já é algo bom para um lambedor de sapatos como eu. O problema é que eu sou um pouco emotivo. Quando as pessoas contavam-me os seus problemas via telefone eu tinha o péssimo habito de chorar. Essa minha estranha mania me custou meu emprego e uma nota preta em um analista.
Mas deixando Freud de lado e todos os meus complexos de infância, chegamos ao ponto crucial da história – onde eu finalmente consigo meu emprego-. Eu o achei a partir de um anuncio que dizia: Precisa-se de faz tudo que não seja religioso. Naquele momento eu joguei um crucifixo de plástico que eu havia roubado de um jarro de uma igreja na tentativa de pegar biscoitos. Quando cheguei no endereço indicado no jornal fiquei assustado. Era uma casinha no centro da cidade, com a porta empenada e grafites de péssimo gosto artístico. Entrando lá comecei a ouvir aquela sinfonia caótica de choro de bebes orquestrada por uma baba histérica. Que veio correndo em minha direção e perguntou: O que você está fazendo aqui?. Eu respondi que estava atrás do emprego. Ela em um suspiro de felicidade me entregou seu crachá e disse: O emprego é seu! E seio correndo em direção a rua.
Logo depois disso, dois tipo apareceram por uma porta que havia na direita. Eles pareciam dois capangas de mafioso, daqueles iguais aos de Hollywood. Eles tinham tanta cara de mau que ao adentrarem na sala até os bebes se calaram. Um dele retirou o cigarro da boca, abaixou os seus óculos escuros, e com uma voz tenebrosa me perguntou gentilmente: O que é que você tá fazendo aqui seu maluco? Eu respondi, firmimente porem já quase me urinando todo: Eeeu vi vim a rererespeito do empreprego. O outro tipo disse então considere-se contratado. Eu respondi muito surpreso: Mas já, não tem teste? Ai que eles me falaram que o teste era saber ler os classificados sem ficar apenas na seção das prostitutas.
Logo depois, eles me levaram para uma sala pequena para pegar todos os meus dados pessoais. Me disseram que o trabalho era meio secreto, por isso eu não podia contar para ninguém sobre ele. Depois de todo o processo burocrático eles me explicaram melhor qual seria o meu trabalho. Fiquei muito espantado quando ele disse que nos vendíamos crianças. Eu perguntei se isso não era uma atividade ilegal, mas ele me explicou que era uma questão religiosa, pois eles eram todos Yamjjoks. Achei aquilo tudo muito estranho, mas não queria ser deseducado sobre a religião dos dois rapazes e também estava realmente precisando dos três mil mangos por mês. O senhor de óculos me disse que minha função seria cuidar dos bebes e atender os clientes, ele também me disse que iria precisar usar uma túnica branca. Logo em seguida ele me passou a tabela dos preços dos bebes, achei a tal tabela muito engraçada, os preços sempre variavam por um critério de cores, quanto mais branco o bebe era mais caro. Na hora eu pensei que os tais Yamjjoks meio que veneravam os albinos ou coisa do tipo.
E posso lhes assegurar que fui um funcionário exemplar nesses cinco meses que trabalhei nesse estabelecimento. E como eu era o único funcionário da empresa acabei sendo funcionário do mês cinco vezes consecutivas, a única coisa que me incomodava era a minha foto ridícula exposta na parede. Mas como toda alegria tem um fim, um dia quando eu estava entrando na loja fui surpreendido por vinte policias federais e mais quatro membros do conselho tutelar. Me disseram que eu estava preso pelo crime de contrabando de menores. Tentei explicar sobre os Yamjjoks, mas pelo jeito eles não eram tão religiosos.
Fui levado para a delegacia na porta malas de um camburão. Ao chegar lá vi que uma série de repórteres dos mais diversos jornais já estavam a minha espera. Quando fui abordado por eles passei a explicar sobre os Yamjjoks, e como eles acham importante a doação do ser humano por inteiro, sendo assim ele realmente da a sua própria cria para outra pessoa, também disse sobre a veneração pelos albinos e sobre os trajes utilizados. Um pouco mais tarde fui apresentado a minha humilde cela no nono distrito.
No outro dia de manha fui acordado por uma multidão por grande parte composta com albinos, todos trajados com uma túnica branca, clamando por minha liberdade. Em todos os noticiários do mundo estou sendo comparado com Nelson Mandela. Já me disseram que a ONU também está fazendo uma grande pressão para que eu seja liberto e ameaça boicote se isso não for feito. Hoje sou: Alf o grande Yamjjok.
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