Eu sou o Adam, Adam Pereira. Eu não sei o que deu em meus pais para colocar um nome inglês acompanhando um sobrenome tão brasileiro. Melhor seria meu pai tivesse inventado mais internacional, como: Smith, Jhonson, Tennyson. Em fim, prefiro que me chamem de Pereira. Tá que esse nome não é tão charmoso com Adam, mas eu também não sou nenhum ‘’Lord’’.
Sou apenas um trabalhador de uma loja de armarinhos. Me lembro perfeitamente do dia em que fui admitido. Eu era jovem, tinha apenas 25 anos, minha mãe estava cansada de ter um filho que só ficava parado na mesma posição no sofá, por alguns meses tentei sentar diferente, um pouco mais no canto, mas não adiantou em nada. Ela avida me dito: ‘’ Seu vagabundo, sai já da minha casa e só me volte com um emprego’’. Com essas palavras encorajadoras, sai nas ruas do centro a busca de um emprego. Depois de algumas portas na cara cheguei a loja de armarinho. Quem me entenderá era dona Dodó, uma travesti de 57 anos que fumava um Malboro vermelho. Falei a ela ou ele que estava querendo entrar na loja. E ela ou ele me encaminhará para uma sala para entrevista.
Tenho que admitir que achei que teria de fazer algo sexual em troca a pleiteada vaga. Cheguei até a desabotoar minha calça djins. Mas, quando ..... Dodó entrará na sala eu percebi que não iria rolar nada, não sei se fiquei triste ou feliz, pois, afinal eu era virgem e seria um bom momento para tirar isso do meu currículo de vida. Ela me perguntou: ‘’O que você sabe sobre loja de armarinhos’’. Eu disse que nunca havia trabalhado com mobílias, ela riu e me contratou pelo senso de humor. Só depois de 3 meses no local eu fui intender a piada.
Na loja Dodó, me obrigava a falar sempre com um sotaque francês para que as pessoas pensassem que os produtos eram europeus e não do Paraguai. E assim fiquei fazendo durante 10 longos anos. Chegava todos os dias com a boca cansada de fazer tanto bico e nunca mais comera suant e pão francês. Dodó já estava bem velha e pensará em contratar uma funcionária para trabalhar na loja.
Depois de uma semana de seleção ela contratará Anna. Uma menina linda, porém vesga. Eu achei que por ela ser vesga eu poderia ter uma chance com ela. Eu não era muito habilidoso com as mulheres, não era mais virgem como quando entrei. Já havia transado com 5 prostitutas que transam em troca de dinheiro para crack, para não me sentir tão mal eu sempre me enganava pensando que o dinheiro ia para alguma igreja. Eu escolhi minha voz mais galante e tentando disfarçar a ereção eu disse: ’’Posso te apresentar a loja?’’. E ela gentilmente me mandou eu tomar no cu, apenas com o olhar, era uma mulher genial.
Com ela lá eu tinha 3 ejaculações diárias, o meu pau chagava doer de tanto ficar excitado. Tinha que fazer, algo. Resolvi chama-la para comer uma pizza, mas antes de falar com ela ouvi ela dizer à um cliente: ‘’Vocêuuu gostouuu dessa linhê’’, tive uma ejaculação e fui trocar minha cueca. No outro dia eu mandei um bilhete, com o convite para a pizza, onde a frase eu pago estava em caixa alta e sublinhada, ela disse que iria.
Entao nos encontramos na pizzaria do chinês, eu pedi uma calabresa grande, e um vinho para embebeda-la. Mas como as garrafas de vinhos bons eram muito caras, pedi que o garçom coloca-se o pior vinho em uma garrafa de algum vinho português. Quando ele trouce a garrafa do vinho do porto, ele deu uma leve checada na carta de vinhos e cruzou as pernas. Bebi apenas um cálice de vinho com misturado com água e ela a garrafa toda.
No final da noite, ela estava bêbada de dar dó e de dar outras coisas também. Já havia me contado diversas histórias sobre sua infância e de como se masturbava assistindo senas de beijos na novela das oito. Não foi difícil de sair dali para um motel barato muitas vezes frequentado por putas do centro, eu só rezava para que nenhuma me reconhecesse. Levei-a para o quarto numero sete e fizemos um sexo animal, que interrompera depois de minha ejaculação e de seu vomito. Dei um banho nela para limpar o vomito e depois limpei também minhas pernas com o mesmo objetivo, deixei ela em casa e fui dormir na morada de minha mãe.
O problema veio 3 meses depois, quando ela me disse que não menstruava e estava com enjoos. No fim do expediente fui a uma farmácia comprar aqueles testes de gravides por urina, e o dela deu negativo. O problema veio quando em uma brincadeira tentei fazer o tal teste comigo e o meu deu positivo, então marquei um médico para checa-la corretamente. As 16:40h estávamos lá, esperando na recepção para ser atendido pelo Doutor Pedro Corpevitti, tá ai um nome que eu gostaria de ter. Quando o relógio marcava 18:20h, a recepcionista chamou, Adam e Virginia, com uma voz irritantemente anasalada.
Entramos naquele consultório. O médio era do tipo bem nojento, com a barba amarelada pelo cigarro e com alguns pequenos focos de baba pelos cantos de sua boca. Ele pouco falou com agente, apenas nos passou alguns papeis para fazermos alguns exames. Ao sair da sala eu disse delicadamente a Virginia: ‘’Você já pensou em aborto?’’. Em seguida eu levei um tapa enorme em minha cara. Porque é que homem nunca pode dar opinião quando o assunto é aborto sendo que o filho será dos dois? Enfim, já estava tarde. Fui para casa.
Tive que pegar o carro 98 da minha mãe para levar Vivi (nome carinhoso que eu dera para Vivian) aos locais onde ela faria seus exames. Comecei a repara em seus defeitos pequenos, como seu buço, alguns pelos que ela teria sobressalente na sobrancelha e como ela realmente era vesga. Passamos todo o sábado naquela sala branca lendo revistas de 3 anos atrás. E agora só nos restava esperar, na terça poderíamos buscar os exames, que poderiam anteceder um atestado de óbito.
Na segunda, pouco falei com Vivi, estávamos ambos nitidamente tensos. Ela até possuía grandes olheiras, resultado de um soco da consciência. Chegou o dia, na hora do almoço peguei o ônibus 171 e depois de muitas espera pode ter os exames. Não tive coragem de abri-los sozinho, achei melhor esperar por Vivian. Cheguei na loja e a vi, sentada em um tamborete roendo suas unhas, ao me ver ela rapidamente roubou o exame da minha mão
Ela abriu e abaixou a cabeça dizendo: é eu não tenho AIDIS mas ainda sim estou gravida. Entrei em grande desespero, eu seria em pouco meses pais. EU? Eu não tinha nada como poderia ser pai se alguma criança. E ela realmente achou que poderia ter AIDS? Ela disse ser muito católica e que eu teria que me casar com ela, nunca vi alguém tão religiosa e tão boa de cama.
Quando dei essa notícia para minha mãe, ela também disse que eu me deveria casar com a mossa. E depois de uma visita do pai de Vivi e de sua simpática 22, aceitei me casar com ela. Deixei que minha mãe e Virginia cuidassem dos detalhes da festa, festa que eu falei ser desnecessária. Meu pai muito orgulhoso meu deu sou terno de casamento. Eu não achei emocionante, pois era dois números acima do meu, muito empoeirado e já meio rasgado, mas economizei alguns reais aceitando esse regalo.
Dois meses e sete brigas depois, chegou o grande dia do casamento. Me dirigi com o carro 98 para uma igrejinha pequena no centro da cidade. Infelizmente nossa renda não fora suficiente para pagar o padre e acabamos chamando um pai de santo amigo de uma prima de Virginia. Fiquei lá, ao lado do altar esperando minha futura esposa e tentando conter a vontade de fugir. Todos estavam suando feito porcos, afinal era verão e os dois ventiladores da igreja estavam emperrados e o teto de Brasilit preta não ajudavam nem um pouco.
Mas então finalmente ela entrou. Com o vestido que havia alugado por R$237,00. Depois de muitas palavras cobre: Ogum, Exu, Oxóssi e outras entidades, lemos nossos votos e nos beijamos. Depois, teve início a festa. Estava tocando a pior música brega do momento e tínhamos: Vinho barato, cerveja morna e a pior vodca nacional imaginável. Todos bebemos e ficamos totalmente bêbados até alguns adolescentes de 15 e 16 anos saíram do recinto chapados.
Fomos para um motel, onde não fizemos nada por estarmos muito alcoolizados. No outro dias fomos para um termas Hotel localizado em uma cidadezinha do interior do estado, onde passamos a nossa lua de mel de 3 dias. Passei a morar em um barracão situada na casa da mãe de Vivi. O bebe que fora o motivo do casamento morrerá no sexto mês de gestação – Porém depois de 2 anos e meio, tivemos um filho. Resultado de uma noite regada a muita cerveja barata . Dei ao menino o nome de Pedro Corpevitti Silva Pereira, na intenção que ele fosse algo melhor que eu da vida. Mas pelas notas do moleque acho que o ciclo vai continuar.